Ficha técnica · 2023 · EX 1.5 aspirado e Touring 1.5 Turbo

Honda HR-V

SUV compacto Flex (etanol/gasolina)
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Honda HR-V EX 1.5 aspirado e Touring 1.5 Turbo
126 / 177 cv
cv de potência
8,8
km/l na estrada
8,9 s
0 a 100 km/h
1.498
cm³

O Honda HR-V 2023 de 3ª geração é um dos SUVs compactos mais desejados do Brasil, e chega ao mercado com duas opções de motor de mesma cilindrada, mas perfis opostos: o 1.5 aspirado de 126 cv, voltado para economia e suavidade no uso urbano, e o 1.5 turbo de 177 cv, com injeção direta e turbocompressor, focado em desempenho. As duas versões usam o mesmo câmbio automático CVT com sete marchas simuladas e tração dianteira.

Para quem cada versão faz sentido

O 1.5 aspirado é o HR-V do dia a dia urbano. Com 126 cv e injeção eletrônica multiponto, ele é mais econômico (na casa de 12,5 km/l na cidade e até 13,9 km/l na estrada com gasolina) e tem manutenção mais simples, sem a complexidade da injeção direta. É a escolha de quem prioriza custo de propriedade enxuto e roda dentro da média.

O 1.5 turbo muda o caráter do carro. São 177 cv e 24,5 kgfm de torque já a 1.700 rpm, o que se traduz em 0 a 100 km/h em 8,9 s e bom fôlego para ultrapassagens. Em troca, ele consome mais (cerca de 7,9 km/l na cidade com gasolina) e pede cuidado redobrado: a injeção direta de gasolina (GDI) tende a acumular carbono nas válvulas de admissão com o tempo, e isso exige combustível de qualidade e manutenção atenta. Não é defeito de fábrica, é característica da tecnologia.

Pontos de atenção antes de comprar

Como em qualquer usado, o que pesa não é só a ficha, e sim o histórico. No HR-V, dois itens merecem inspeção em qualquer versão. O primeiro é o câmbio CVT: ele é suave e econômico, mas sensível ao fluido. A troca do óleo específico Honda CVTF no intervalo correto é o que separa um câmbio saudável de uma fatura alta de transmissão. O segundo, exclusivo do turbo, é a injeção direta: confira se sempre foi abastecido com combustível de qualidade e se há histórico de descarbonização, porque o acúmulo de carbono nas válvulas é o que mais tira potência desse motor ao longo dos anos. Verifique também as manutenções básicas em dia (óleo, filtros, velas) e o comportamento do carro em aceleração, já que trepidação ou demora para engatar costumam apontar o CVT.

Motor

Configuração (aspirado)1.5 aspirado i-VTEC, 4 cilindros, 16 válvulas
Configuração (turbo)1.5 VTEC Turbo, 4 cilindros, 16 válvulas, injeção direta
Cilindrada1.498 cm³ (ambos os motores)
Potência (aspirado)126 cv
Potência (turbo)177 cv a 6.000 rpm (gasolina); 173 cv com etanol
Torque (aspirado)15,5 kgfm (gasolina) / 15,8 kgfm (etanol)
Torque (turbo)24,5 kgfm a 1.700 rpm
Alimentação (aspirado)Injeção eletrônica multiponto, aspirado (sem turbo)
Alimentação (turbo)Injeção direta de gasolina (GDI) com turbocompressor

Transmissão

CâmbioAutomático CVT com 7 marchas simuladas (ambas as versões)
TraçãoDianteira

Desempenho

Velocidade máxima (turbo)200 km/h
0 a 100 km/h (turbo)8,9 s
0 a 100 km/h (aspirado)cerca de 11,8 s

Consumo

Cidade (turbo, gasolina)cerca de 7,9 km/l
Estrada (turbo, gasolina)cerca de 8,8 km/l
Cidade (aspirado, gasolina)cerca de 12,5 km/l
Estrada (aspirado, gasolina)cerca de 13,9 km/l

Dimensões e capacidades

Comprimento4.330 mm
Largura1.790 mm
Altura1.590 mm
Entre-eixos2.610 mm
Peso (turbo)1.422 kg
Porta-malas354 litros
Tanque de combustível50 litros

Chassi

Suspensão dianteiraIndependente, McPherson
Suspensão traseiraEixo de torção
Freios dianteirosDisco ventilado
Freios traseirosDisco sólido
Pneus215/60 R17

Fonte dos dados: Ficha pública CarrosnaWeb (Honda HR-V Touring 1.5 Turbo 2023) para os dados do motor turbo, dimensões, freios e pneus, cruzada com publicações automotivas de 2025-2026 (Vrum, Carro das Notícias, Mix Vale) para a versão 1.5 aspirado de 126 cv e os números de consumo. Observação: o HR-V é flex, e os números de consumo variam bastante entre gasolina e etanol; a suspensão traseira aparece como eixo de torção na ficha técnica, ainda que parte da imprensa descreva a recalibração de 2025 como independente. Confirme sempre os dados do seu ano-modelo no manual ou na concessionária.

Consumo oficial homologado por versão e ano: consulte a tabela PBE Veicular do Inmetro, a referência oficial do programa de etiquetagem.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o HR-V 1.5 aspirado e o 1.5 turbo?
São dois motores de mesma cilindrada (1.498 cm³) mas com comportamento muito diferente. O 1.5 aspirado entrega 126 cv e injeção eletrônica multiponto, com foco em economia e simplicidade. O 1.5 turbo entrega 177 cv e 24,5 kgfm, com injeção direta e turbocompressor, e acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 s. O turbo é bem mais rápido, mas tem manutenção mais sensível por causa da injeção direta e do trabalho sob pressão. Os dois usam o mesmo câmbio CVT.
Quanto faz de consumo o Honda HR-V turbo?
O HR-V 1.5 turbo é o menos econômico da linha por ser o mais potente: pela referência das fichas, faz em torno de 7,9 km/l na cidade e 8,8 km/l na estrada com gasolina. Com etanol os números são mais altos em quilômetros rodados por litro, mas o gasto sobe. O 1.5 aspirado é bem mais econômico, na casa de 12,5 km/l na cidade e até 13,9 km/l na estrada com gasolina.
O Honda HR-V tem câmbio CVT ou automático convencional?
As duas versões usam câmbio automático do tipo CVT (transmissão continuamente variável), que simula 7 marchas. Não é um automático de engrenagens com conversor de torque tradicional: o CVT trabalha com duas polias e uma correia metálica. Isso traz suavidade e bom consumo, mas exige disciplina rígida na troca do fluido específico Honda CVTF para durar.
O porta-malas do Honda HR-V é grande?
O HR-V de 3ª geração tem 354 litros de porta-malas, um valor competitivo entre os SUVs compactos. O grande diferencial da Honda continua sendo o banco traseiro Magic Seat, que permite levantar os assentos e ampliar o espaço para cargas altas, algo que a maioria dos rivais não oferece.
Vale a pena o HR-V 1.5 aspirado ou o turbo?
O aspirado entrega economia, manutenção mais simples e custo de propriedade menor, ideal para cidade e para quem roda dentro da média. O turbo entrega bem mais desempenho e disposição em ultrapassagens, mas pede combustível de qualidade e atenção à injeção direta, que acumula carbono nas válvulas com o tempo. Nos dois, o câmbio CVT exige a troca do fluido no intervalo correto. A escolha depende do seu uso e do orçamento de manutenção.