A Toyota Hilux SRX 2.8 TDI 4x4 automático 2023 pertence à oitava geração do modelo, revisada com facelift em 2021 que trouxe atualização de design, conectividade e ajustes no motor 1GD-FTV. É a picape média diesel mais vendida do Brasil em volume acumulado e referência de durabilidade no segmento.
Motor 2.8 GD-6: o 1GD-FTV
O motor 1GD-FTV 2.8 foi introduzido na Hilux com a oitava geração em 2016, substituindo o antigo 3.0 1KD-FTV. Com 204 cv e 50 kgfm de torque disponível já a partir de 1.600 rpm, o GD-6 tem uma resposta de torque baixo excelente para uso com carga e em off-road.
A injeção common rail D-4D opera em alta pressão, garantindo atomização fina do diesel e combustão eficiente. O motor usa corrente de distribuição sem troca programada. A manutenção básica foca em trocas de óleo no intervalo correto (máximo 10.000 km com diesel S10, usando óleo 0W-30 ou 5W-30 aprovado Toyota), filtro de combustível e verificação das velas aquecedoras.
O sistema de pós-tratamento na versão brasileira usa DPF combinado com EGR, sem AdBlue, o que simplifica a manutenção comparado com concorrentes que usam SCR.
Sistema de tração 4x4 com reduzida
O sistema 4x4 da Hilux opera por alavanca de transfer com três posições: H2 (tração traseira alta), H4 (tração integral alta) e L4 (tração integral com reduzida). A mudança de H2 para H4 pode ser feita em movimento abaixo de 100 km/h. A ativação de L4 exige parada completa com câmbio em neutro.
A Hilux SRX não tem diferencial traseiro com bloqueio eletrônico de série, mas o sistema A-TRC (Active Traction Control) compensa freando a roda sem tração para transferir torque à roda com aderência, funcionando como bloqueio eletrônico em situações de off-road moderado.
Capacidade e dimensões
Com 1.050 kg de carga na caçamba e 3.500 kg de reboque, a Hilux SRX está no topo do segmento em capacidade. O tanque de 80 litros confere autonomia real de mais de 1.000 km em estrada com combustível de boa qualidade.
A suspensão dianteira de double wishbone garante comportamento em estrada superior ao eixo rígido das gerações anteriores, mantendo a robustez para uso off-road que é a marca da Hilux.
Motor
| Configuração | 2.8 GD-6 1GD-FTV, 4 cilindros em linha, 16 válvulas DOHC, turbo de geometria variável |
|---|---|
| Cilindrada | 2.755 cm³ |
| Potência | 204 cv a 3.400 rpm |
| Torque | 50,0 kgfm de 1.600 a 2.800 rpm |
| Alimentação | Injeção common rail D-4D de alta pressão |
| Sistema de pós-tratamento | DPF + EGR (sem AdBlue na versão SRX Brasil) |
| Distribuição | Corrente de distribuição |
| Norma de emissões | PROCONVE P7 |
Transmissão
| Câmbio | Automático de 6 marchas |
|---|---|
| Tração | 4x4 com reduzida (H2, H4, L4) selecionável por alavanca |
Desempenho
| Velocidade máxima | 175 km/h (limitada eletronicamente) |
|---|---|
| 0 a 100 km/h | cerca de 9,8 s |
Consumo
| Estrada (diesel) | cerca de 13,5 km/l |
|---|---|
| Cidade (diesel) | cerca de 9,0 km/l |
Dimensões e capacidades
| Comprimento | 5.330 mm |
|---|---|
| Largura | 1.855 mm |
| Altura | 1.815 mm |
| Entre-eixos | 3.085 mm |
| Peso em ordem de marcha | 2.090 kg (versão 4x4) |
| Capacidade de carga | 1.050 kg |
| Capacidade de reboque | 3.500 kg |
| Tanque de combustível | 80 litros |
Chassi
| Suspensão dianteira | Independente, duplo braço transversal (double wishbone) |
|---|---|
| Suspensão traseira | Eixo rígido com molas de lâminas |
| Freios dianteiros | Disco ventilado |
| Freios traseiros | Disco sólido |
| Pneus | 265/60 R18 |
| Direção | Elétrica |
Fonte dos dados: Dados verificados em CarrosnaWeb, iCarros e ficha técnica oficial Toyota Brasil para a Hilux SRX 2.8 TDI 4x4 Automático 2023. Potência e torque confirmados pela Toyota Brasil. Consumo estimado com base em publicações especializadas; consumo real varia conforme carga, terreno e estilo de condução.
Consumo oficial homologado por versão e ano: consulte a tabela PBE Veicular do Inmetro, a referência oficial do programa de etiquetagem.
Perguntas frequentes
- A Hilux SRX 2023 precisa de AdBlue?
- A versão SRX comercializada no Brasil não usa AdBlue (sistema SCR). O pós-tratamento de emissões da Hilux PROCONVE P7 no Brasil usa DPF combinado com EGR (recirculação de gases de escape). Versões exportadas para a Europa usam AdBlue (sistema SCR Euro 6), mas não a versão nacional. Isso simplifica a manutenção em comparação com a Ford Ranger NextGen, que usa AdBlue.
- O motor 2.8 GD-6 tem corrente ou correia de distribuição?
- O motor 1GD-FTV 2.8 usa corrente de distribuição, sem intervalo de troca definido. A corrente é projetada para durar a vida útil do motor com manutenção regular de óleo. Não há manutenção preventiva de corrente na agenda do motor — o foco de atenção está no óleo (0W-30 ou 5W-30 Toyota Genuine ou equivalente aprovado) e no sistema de velas aquecedoras para partida a frio.
- Qual é o principal defeito crônico da Hilux GD-6?
- Os dois problemas mais documentados na Hilux 2.8 GD-6 são a falha nas velas aquecedoras (glowplugs), que se manifesta como dificuldade de partida a frio com motor frio, e o barulho no diferencial traseiro em altas quilometragens, associado à degradação do óleo de diferencial. Ambos têm custo de reparo controlável quando diagnosticados cedo. Veja os artigos de problemas específicos.
- A Hilux SRX 2023 tem freio ABS nas 4 rodas?
- Sim. A Hilux SRX conta com ABS nas quatro rodas, distribuição eletrônica de frenagem (EBD), controle de estabilidade (VSC) e controle de tração (TRC) de série. O sistema inclui HAC (Hill Assist Control) para subidas em rampa e A-TRC (ativo) para otimização da tração em terrenos irregulares.
